segunda-feira, 6 de agosto de 2007

O Mundo do Corpo

Hoje estou cansada. Tenho dormido mal. O francês não sai da minha cabeça, mal consigo pensar em português. Com isso, na cama, a agitação é grande. Mas ainda não se trata da agitação que eu desejo... risos...

Não devo escrever muito, mas neste exato momento, estou feliz. É que acabo de saber que os astros me reservam coisas boas para a minha vida afetiva. Está escrito no Astrology Zone:

"Here is some amazing news that you're probably not expecting! This month your house of new love (fifth house) will sparkle brightly, thanks to a visit from Mars, to extend from August 7 to September 28.

Mars will help you kick off a whole new two-year romantic cycle - and when that period is over, Mars will return in 2009 to ask you if you'd like to continue that relationship or find a new one. If you do fall in love, you can proceed to the next level, without old Saturn throwing rocks in your path. This is a fantastic development, for finally you have a real chance at happiness."

É tudo o que eu queria "ouvir".

Tenho passado por sensações difíceis. Os casais nas ruas têm me chamado a atenção. Eles se beijam, se amam, sentem paixão... E eu, confesso, sinto inveja. Acho que pela primeira vez na vida estou sentindo inveja... Do tipo, por que não eu?

Na fila para a exposição, um casal de jovenzinhos. Ela, uma adolescente exuberante. Loira, alta, cabelos perfeitos, pele inimaginavelmente bela. Uma potência sexual, com seu short minúsculo provocando o seu amor e a todos em volta. Ele, um belo especimen masculino e que, com o tempo, vai ser capaz de mostrar toda a sua força. Eles não se agüentam, se agarram, se pegam, se tocam... Eu me sinto minúscula ali naquela fila...

E os pensamentos que me vêm não são tão bons assim. Ao mesmo tempo em que fico feliz por eles estarem vivendo toda essa juventude, toda essa explosão hormonal, sinto pena porque acho que eles ainda vão sofrer.

Penso na minha juventude que, pouco a pouco, vai indo embora. No meu quarto de intercâmbio tem uma foto minha de 1994, da primeira visita que fiz à minha família hospedeira depois do ano que passei com eles. Estou tão jovem, tão bela. Minha pele está perfeita, sem nenhuma mancha. Ao meu lado, meu pai do intercâmbio. Ele também está muito mais jovem.

A idade chega pra todo mundo. Mas como é dificil aceitar essa passagem do tempo! Não gosto, não quero... Quero ser como a jovem menina mulher que não segura a onda hormonal na fila pra exposição.

Ahn, by the way, a nossa vida começa com um nada. Difícil acreditar que um ponto invisível possa ser vida. Apesar de ser contra o aborto, acho que agora consigo entender que há os que crêem que o ponto invisível nãoo seja, de fato, uma vida.

Mas essa vida que eu já vivi, eu já vivi. E é tão fácil reconhecer os sinais de que o tempo está passando... Como por exemplo: estou morrendo de saudades da minha casa, da minha rotina... Quando é que eu poderia pensar há alguns anos, quando estive na Austrália, que eu me cansaria de viajar?

Foi na Australia que em 1 mês arrumei 2 ou 3 namorados. Pelo último, cheguei a me empolgar. A quase me apaixonar. E agora? Quase 1 mês inteiro e nem a sombra de um homem no meu caminho. A não ser aqueles corpos já sem vida, mas tão robustos que me fazem sonhar...

Acho que estou confusa.

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