Eu tenho 34 anos. Já disse isso aqui algumas vezes.
É, mas eu nunca fiquei com um homem casado.
Quer dizer, uma vez em Arraial d´Ajuda me apaixonei por um alemão. Foi fulminante. Paixão de verão, avassaladora.
Durou 1 semana - o tempo que eu fiquei lá. Mas só ficamos mesmo 4 dias depois que nos conhecemos. Aí, só nos restaram 4 dias juntos.
E ele morava com a namorada lá na Alemanha, em Berlim.
E como ele disse que morar junto não é casamento, acho que isso me redime.
Digamos que foi assim: por quatro dias traímos a namorada dele.
É uma mancha no currículo, mas tendo a pensar que não foi tão grave assim porque, afinal, o que um alemão faria sozinho no Brasil, na Bahia, sem a namorada de 10 anos? Isso mesmo, 10 anos.
É claro que saber que eles se separaram pouco tempo depois e não por minha causa também ameniza a pressão.
Mas nada justifica, eu sei.
O fato é que eu sinto que a minha ficha está limpa. Na prática.
Já em pensamento...
Pela primeira vez na vida senti algo por um homem casado. E aí compreendi tanta coisa que eu não era capaz de compreender antes.
Compreendi que se apaixonar por alguém casado pode acontecer, ainda que você não seja uma vagabunda e o cara um salafrário. A questão é deixar rolar ou não. Eu optei por não deixar rolar.
Hoje, posso compreender a mulher do meu pai e a amante do meu avô.
Hoje, tô sentindo exatamente como deve se sentir uma mulher que vê o cara que ela gosta indo embora pra casa -- dele e da mulher, e dos filhos e da família deles.
E posso dizer que isso não é bom de sentir.
E posso concluir que o melhor mesmo é ter escolhido não deixar rolar.
E posso afirmar que a gente sempre tem escolha nessa vida.
Eu não conseguiria viver com esse sentimento de eventualmente ver quem eu gosto ir embora.
Da próxima vez que eu gostar de alguém, não quero nunca mais que ele vá embora.
Mesmo sabendo que isso talvez seja só uma utopia.
Mesmo sabendo que um dia tudo acaba.
Eu já amei e já esqueci.
Já amei e não esqueci, não esqueço, talvez nunca esqueça.
Mas sou incapaz de amar mais do que a mim mesma.
Por instinto de preservação, não mexo com homem casado.
P.S. - Tô de férias!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
sexta-feira, 13 de julho de 2007
domingo, 8 de julho de 2007
Trilha Musical à la DJ Zé Pedro
Fui dançar pra esquecer.
"Até o sol nascer amareliho, queimando cedinho, cedinho, cedinho..."
Conheci um garoto legal. Mas na balada, eles são todos pu***.
E tá tudo bem!
"Tudo azul, todo mundo nu..."
"Até o sol nascer amareliho, queimando cedinho, cedinho, cedinho..."
Conheci um garoto legal. Mas na balada, eles são todos pu***.
E tá tudo bem!
"Tudo azul, todo mundo nu..."
sábado, 7 de julho de 2007
Um segundo para o fim do mundo
A seqüência de imagens foi rápida, muito rápida. Mais rápida do que consigo contar, muito mais rápida do que consigo descrever, muito, muito, muito mais rápida do que consigo escrever.
Num cruzamento de uma avenida com uma rua, um carro fecha um caminhão betoneira. O motorista do caminhão -- que é muito maior -- pra não esmagar o carro, vira para a direita de repente, tentando entrar na rua... Tarde demais. O caminhão desestabiliza com o movimento brusco e o peso. Hesita, mas tomba para a esquerda, bem na esquina. O barulho é seco, surdo. Levanta um poeirão. O motorista provavelmente foi esmagado pelo peso do caminhão. A placa que indicava os nomes tanto da rua quanto da avenida cai imediatamente após a queda do caminhão. À minha esquerda vejo um furgão da Polícia Militar. De dentro saem policiais de arma em punho. Vão até o caminhão e já começam a abrir caminho. O sinal que um deles faz é de negativo.
A visão me emudeceu, paralisou. E me deixou com uma angústia dentro do peito. A vida vale pouco demais. Pouco, demais. Pouco e demais...
A semana passa tão rápido quanto a seqüência que testemunhei. O fim de semana passa devagar. Sinto que é porque ele é vazio, está vazio, estou vazia. Minha vida fica vazia no fim de semana.
Eu não quero servir pra preencher a vida das pessoas quando elas podem e querem. Mas também não posso sair por aí dispensando todo mundo.
Minha terapeuta disse que essas relações não ideais fazem parte da nossa vida pessoal.
Eu não sei o que vou fazer com todo mundo. Com meu pai, minhas amigas, meus pretês, meus amigos, meus ex...
Eu não sei o que vou fazer comigo.
Meu pai fica triste porque acha que os 3 filhos que ele tem são complicados.
Eu posso falar por mim. Eu sou. E hoje estou uma pilha!
Num cruzamento de uma avenida com uma rua, um carro fecha um caminhão betoneira. O motorista do caminhão -- que é muito maior -- pra não esmagar o carro, vira para a direita de repente, tentando entrar na rua... Tarde demais. O caminhão desestabiliza com o movimento brusco e o peso. Hesita, mas tomba para a esquerda, bem na esquina. O barulho é seco, surdo. Levanta um poeirão. O motorista provavelmente foi esmagado pelo peso do caminhão. A placa que indicava os nomes tanto da rua quanto da avenida cai imediatamente após a queda do caminhão. À minha esquerda vejo um furgão da Polícia Militar. De dentro saem policiais de arma em punho. Vão até o caminhão e já começam a abrir caminho. O sinal que um deles faz é de negativo.
A visão me emudeceu, paralisou. E me deixou com uma angústia dentro do peito. A vida vale pouco demais. Pouco, demais. Pouco e demais...
A semana passa tão rápido quanto a seqüência que testemunhei. O fim de semana passa devagar. Sinto que é porque ele é vazio, está vazio, estou vazia. Minha vida fica vazia no fim de semana.
Eu não quero servir pra preencher a vida das pessoas quando elas podem e querem. Mas também não posso sair por aí dispensando todo mundo.
Minha terapeuta disse que essas relações não ideais fazem parte da nossa vida pessoal.
Eu não sei o que vou fazer com todo mundo. Com meu pai, minhas amigas, meus pretês, meus amigos, meus ex...
Eu não sei o que vou fazer comigo.
Meu pai fica triste porque acha que os 3 filhos que ele tem são complicados.
Eu posso falar por mim. Eu sou. E hoje estou uma pilha!
domingo, 1 de julho de 2007
Onde está o amor?
Há pessoas que nunca ficaram sozinhas. Sabe aqueles casos em que se encontra a cara-metade (vamos chamar assim só pra facilitar?) logo na juventude? E aí você ainda nem teve tempo de achar que esteve sozinho, de sentir solidão?
Há casos extremos, de gente que encontrou o companheiro (a) ainda na adolescência.
E aí essas pessoas, que nunca se sentiram ou ficaram sós, se mudam da casa dos pais para uma casa com outra pessoa. Ou seja, não tem mesmo jeito delas ficarem sozinhas.
Aí os anos se passam e essas pessoas que nunca ficaram sós se aventuram a dar conselhos pr´aquelas pessoas que, como eu, ficaram e estão sós há muito tempo. E elas acham que entendem essa coisa de viver só.
Na verdade, viver sozinho aos 30 e poucos ou aos 30 e tantos anos é quase a mesma coisa do que viver junto aos 30 e poucos ou aos 30 e tantos anos.
Com o passar do tempo, a gente se relaciona com cada vez menos gente. Ficamos mais seletivos, escolhemos melhor os amigos e os programas.
As pessoas que sempre tiveram alguém geralmente se relacionam com os seus familiares e 1 ou 2 casais de amigos e só.
As que ficam sozinhas se relacionam com 3 ou 4 amigas (os) e a família de origem. E só.
A diferença básica é que estando só, você dorme sozinho, toma café da manhã sozinho, almoça sozinho, assiste à novela sozinho. Ah, e se estiver numa fase meio reclusa como a minha, você simplesmente não faz sexo!!!
E essas ocasiões fazem toda a diferença.
Eu queria saber como é acordar todo dia ao lado de uma pessoa só. Queria saber se eu seria capaz de viver com ela todo dia.
Quando estava apaixonada, eu queria muito isso.
Mas tomar uma decisão como essa, no meu caso, depende de gostar, de amar. E aí é que a coisa pega.
Ando convivendo muito com um ex-namorado de uns 5 anos atrás. Adoro a companhia dele, mas só. Ontem ele me disse que me amou. Num tom assim de quem ainda ama. Complicado isso. Porque eu nunca o amei. E sei que isso não vai mudar. É uma pena porque assistir à novela com ele foi muito bom!
Será que é isso que importa?
E o amor?
Where´s the love? The love, the love, the love...
Há casos extremos, de gente que encontrou o companheiro (a) ainda na adolescência.
E aí essas pessoas, que nunca se sentiram ou ficaram sós, se mudam da casa dos pais para uma casa com outra pessoa. Ou seja, não tem mesmo jeito delas ficarem sozinhas.
Aí os anos se passam e essas pessoas que nunca ficaram sós se aventuram a dar conselhos pr´aquelas pessoas que, como eu, ficaram e estão sós há muito tempo. E elas acham que entendem essa coisa de viver só.
Na verdade, viver sozinho aos 30 e poucos ou aos 30 e tantos anos é quase a mesma coisa do que viver junto aos 30 e poucos ou aos 30 e tantos anos.
Com o passar do tempo, a gente se relaciona com cada vez menos gente. Ficamos mais seletivos, escolhemos melhor os amigos e os programas.
As pessoas que sempre tiveram alguém geralmente se relacionam com os seus familiares e 1 ou 2 casais de amigos e só.
As que ficam sozinhas se relacionam com 3 ou 4 amigas (os) e a família de origem. E só.
A diferença básica é que estando só, você dorme sozinho, toma café da manhã sozinho, almoça sozinho, assiste à novela sozinho. Ah, e se estiver numa fase meio reclusa como a minha, você simplesmente não faz sexo!!!
E essas ocasiões fazem toda a diferença.
Eu queria saber como é acordar todo dia ao lado de uma pessoa só. Queria saber se eu seria capaz de viver com ela todo dia.
Quando estava apaixonada, eu queria muito isso.
Mas tomar uma decisão como essa, no meu caso, depende de gostar, de amar. E aí é que a coisa pega.
Ando convivendo muito com um ex-namorado de uns 5 anos atrás. Adoro a companhia dele, mas só. Ontem ele me disse que me amou. Num tom assim de quem ainda ama. Complicado isso. Porque eu nunca o amei. E sei que isso não vai mudar. É uma pena porque assistir à novela com ele foi muito bom!
Será que é isso que importa?
E o amor?
Where´s the love? The love, the love, the love...
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