Vanessa da Mata - Amado
Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do Sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Sinto absoluto o dom de existir, não há solidão, nem
pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você
terça-feira, 29 de julho de 2008
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Comovida...
Hoje eu quero escrever sobre família. Por conseqüência, sobre o amor.
Tenho visto cenas históricas de famílias que se separam, mas que continuam unidas pelo amor. É emocionante!
E por mais que se tente politizar os fatos, o que tenho visto são pessoas que sofrem a dor de uma separação e NUNCA perdem a esperança de um dia estarem juntas outra vez...
O que eu vi quando Ruth Cardoso morreu foi um viúvo, um senhor sofrendo muito a perda de sua companheira de 55 anos! Não mais vi o FHC, ex-presidente...
Agora, o mundo todo comemora, os políticos usam a história em campanha.
Mas o que mais me interessa é a história das pessoas... É muito legal ver a Ingrid Betancourt abraçando a sua família.
É maravilhoso ver os americanos que reencontram a família depois de 5 anos...
Estou emocionada. Acho que ainda tem jeito esse mundo...
Tenho visto cenas históricas de famílias que se separam, mas que continuam unidas pelo amor. É emocionante!
E por mais que se tente politizar os fatos, o que tenho visto são pessoas que sofrem a dor de uma separação e NUNCA perdem a esperança de um dia estarem juntas outra vez...
O que eu vi quando Ruth Cardoso morreu foi um viúvo, um senhor sofrendo muito a perda de sua companheira de 55 anos! Não mais vi o FHC, ex-presidente...
Agora, o mundo todo comemora, os políticos usam a história em campanha.
Mas o que mais me interessa é a história das pessoas... É muito legal ver a Ingrid Betancourt abraçando a sua família.
É maravilhoso ver os americanos que reencontram a família depois de 5 anos...
Estou emocionada. Acho que ainda tem jeito esse mundo...
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Presente de Dia dos Namorados
Carta para alguém bem perto:
Vou emergindo dos escombros, aos poucos.
Lá fora, tudo cheira a normalidade.
A minha respiração vai voltando ao normal.
Mas aqui dentro ainda há peças que não se encaixam, coisa quebrada, que tem espernça de um dia colar.
A devastação foi total.
Ficou tudo revirado, remexido.
Mas pela primeira vez meu movimento foi de me encolher, me esconder.
Quase não respirava para não ser notada, não queria ser resgatada.
Pior, queria viver, mas sem precisar da mão que poderia me salvar.
(Aquela mesma mão que já me salvou antes. Tantas vezes. E de forma tão definitiva.)
Sem precisar de você.
Durante semanas, meses talvez?, não dei sinal de vida.
Pior, te ignorei.
Pior ainda, te desprezei.
Parece que a nossa convivência nos desgastou...
Se não fosse esse movimento de bater em retirada, teríamos brigado.
Seria a nossa primeira briga.
Deus sabe o que faz.
Sozinha, fui ganhando força outra vez.
Mas por muitas vezes estive num canto escuro, encolhida.
Às vezes meu pensamento ainda me leva até lá...
Mas essas idas têm diminuído.
Enquanto eu ficava inerte, a esquizofrenia tomava conta de mim.
Não queria mais você.
Mas por que você nunca questionou?
Por que nunca me procurou de verdade?
Ainda bem que não o fez.
Ia dar merda.
Era capaz de eu te dizer umas poucas e boas.
Deus sabe o que faz.
Você não me fez nada.
Mesmo assim me irritou.
Culpa muito mais minha do que sua.
Mas de alguma forma foi bom dar um tempo.
Estava cansada das suas histórias do dia-a-dia...
Você respeitou o meu tempo.
Respeitou meu sentimento.
Não furou a minha bolha.
Deve ser por isso que hoje posso sentir carinho outra vez.
Se a gente morasse juntos, feito homem e mulher, talvez a coisa tivesse se complicado.
Mas eis a beleza da vida.
Com a gente, não vai ter essa de enjoar, do sentimento acabar, da falta de respeito imperar...
Mas melhor que esperar a ferida cicatrizar foi voltar.
Ainda não estou preparada para o toque, o abraço, o carinho.
Mas o café da manhã de hoje foi meu melhor presente de dia dos namorados.
Ainda amo você.
E nunca pensei que pudesse ser assim.
Amor de uma mulher por um homem, numa não-relação que, ainda bem, nunca foi mudada.
E aqui eu me declaro outra vez... No início e no meio do caminho...
Feliz Dia dos Namorados!
Vou emergindo dos escombros, aos poucos.
Lá fora, tudo cheira a normalidade.
A minha respiração vai voltando ao normal.
Mas aqui dentro ainda há peças que não se encaixam, coisa quebrada, que tem espernça de um dia colar.
A devastação foi total.
Ficou tudo revirado, remexido.
Mas pela primeira vez meu movimento foi de me encolher, me esconder.
Quase não respirava para não ser notada, não queria ser resgatada.
Pior, queria viver, mas sem precisar da mão que poderia me salvar.
(Aquela mesma mão que já me salvou antes. Tantas vezes. E de forma tão definitiva.)
Sem precisar de você.
Durante semanas, meses talvez?, não dei sinal de vida.
Pior, te ignorei.
Pior ainda, te desprezei.
Parece que a nossa convivência nos desgastou...
Se não fosse esse movimento de bater em retirada, teríamos brigado.
Seria a nossa primeira briga.
Deus sabe o que faz.
Sozinha, fui ganhando força outra vez.
Mas por muitas vezes estive num canto escuro, encolhida.
Às vezes meu pensamento ainda me leva até lá...
Mas essas idas têm diminuído.
Enquanto eu ficava inerte, a esquizofrenia tomava conta de mim.
Não queria mais você.
Mas por que você nunca questionou?
Por que nunca me procurou de verdade?
Ainda bem que não o fez.
Ia dar merda.
Era capaz de eu te dizer umas poucas e boas.
Deus sabe o que faz.
Você não me fez nada.
Mesmo assim me irritou.
Culpa muito mais minha do que sua.
Mas de alguma forma foi bom dar um tempo.
Estava cansada das suas histórias do dia-a-dia...
Você respeitou o meu tempo.
Respeitou meu sentimento.
Não furou a minha bolha.
Deve ser por isso que hoje posso sentir carinho outra vez.
Se a gente morasse juntos, feito homem e mulher, talvez a coisa tivesse se complicado.
Mas eis a beleza da vida.
Com a gente, não vai ter essa de enjoar, do sentimento acabar, da falta de respeito imperar...
Mas melhor que esperar a ferida cicatrizar foi voltar.
Ainda não estou preparada para o toque, o abraço, o carinho.
Mas o café da manhã de hoje foi meu melhor presente de dia dos namorados.
Ainda amo você.
E nunca pensei que pudesse ser assim.
Amor de uma mulher por um homem, numa não-relação que, ainda bem, nunca foi mudada.
E aqui eu me declaro outra vez... No início e no meio do caminho...
Feliz Dia dos Namorados!
quarta-feira, 12 de março de 2008
Roteiro de novela
Diálogo de novela:
Ela diz: _ De todas as pessoas do mundo, nos lugares do mundo, era aqui que eu queria estar, com você.
E ele: _ Eu nunca senti por ninguém o que estou sentindo por você.
E ela: _ Eu também nunca senti por ninguém o que eu sinto por você.
E ele: _ Eu estou encantado por você! Você é a mulher da minha vida!
E ela: _ Você é o homem da minha vida.
Esse roteiro, eu já vivi. Devia ter escrito. Teria, pelo menos, ganhado dinheiro...
Ela diz: _ De todas as pessoas do mundo, nos lugares do mundo, era aqui que eu queria estar, com você.
E ele: _ Eu nunca senti por ninguém o que estou sentindo por você.
E ela: _ Eu também nunca senti por ninguém o que eu sinto por você.
E ele: _ Eu estou encantado por você! Você é a mulher da minha vida!
E ela: _ Você é o homem da minha vida.
Esse roteiro, eu já vivi. Devia ter escrito. Teria, pelo menos, ganhado dinheiro...
sexta-feira, 7 de março de 2008
24 horas
Faltam dois minutos para as onze da noite. É sexta-feira e eu ainda estou de biquini.
Minha casa já voltou ao normal - nem parece que nós quatro estávamos aqui.
Somos nós, os quatro, que estamos no mesmo barco.
Trabalhamos juntos e encaramos a arena lotada e os leões famintos, gigantes, surgindo dos calabouços subterrâneos, das grades de ferro maciço que se abrem de repente. Matamos pelo menos um deles por dia.
Mas a gente não se rende...
Somos tão diferentes. Mas tão iguais. Ele é gay. Ela também. Ela não é. Já se casou, já se separou, já teve uma filha. E eu, bem, eu... Não sou e nem fiz nada disso...
Juntos, sofremos e temos momentos de puro êxtase. A gente bebe, a gente fala, a gente vomita, a gente ri, a gente se diverte.
Preciso falar das emoções que cabem em 24 horas.
O quinto elemento não compareceu. Mas esse quinto elemento é tão variável que não faz tanta falta assim. Não por nada, mas talvez pela não assiduidade. Talvez pela diferença. Ela é frágil. Nós, não. O quinto elemento da vez chorou hoje.
Foi por pouco, não perdi a paciência, mas fui legal... Os outros me fizeram legal. E ela gosta de mim desde o primeiro minuto. Engraçado isso.
Tem um cara da engenharia que é assim também. Ele me acompanha na hora do Radar. Eu nunca pedi, mas ele tá sempre ali. E, de certa forma, ele me dá segurança. Ele disse que quem manda ali sou eu. Eu respondi que não tenho dúvida disso. E não tenho mesmo. Mas todo dia encarar isso enche o saco!
Ando numa fase em que sou capaz de fazer qualquer coisa, de ser qualquer tipo de pessoa. Menos a radical demais. Poderia me drogar, poderia dar uma pirada. Mas apenas estou bebendo um pouco mais e estou fumando (mesmo odiando cigarro!). Aquele tipo de cigarro que cai perfeitamente com o goró. Aquele pito que tem tudo a ver com a solidão.
Sofrer é um ato solitário. Nascer é um ato solitário. Morrer é um ato solitário. Viver é um ato solitário. Amar é um ato absolutamente solitário. Mas hoje sou capaz de amar uma formiga. Um fraco. Um bêbado. Eu mesma.
Quando fui buscar a minha bolsa tinha um bilhetinho "Love you". Eu sei quem escreveu. Conheço meu gado. Conheço a sua letra. E também te amo. Do meu jeito, do nosso jeito, do jeito possível.
Esses gestos, os sentimentos é que permeiam essa nossa humanidade.
Mas como se não bastasse tanto, hoje senti cansaço, pedi trégua, torci por dia um tranquilo. Foi tudo o que não tive. Já senti raiva, já me estressei, já me desesperei. Às vezes me pergunto porque enfrentamos isso todos os dias -- se por vaidade ou apenas porque damos conta. Mas será que temos alguma satisfação depois?
E eis que isso tudo não é tudo.
Ele me manda um e-mail. Eu, meio bêbada ainda leio e entendo o que eu já sabia. Há diversas formas de se reagir a uma notícia. Desta vez, escolhi a melhor delas. Não foi a primeira vez, mas foi a menos provável. Mas o bom da vida é que a gente aprende.
É claro que eu acho que ele pode sumir de novo. Mas, por enquanto, é dele o meu coração. E se é assim, assim será.
Enquanto isso, conheço homens bons. Falo de mim, do meu próprio umbigo, da minha barriga quase perfeita para uma sedentária de 35 anos. O que eu faço? Onde moro? Quem sou? De onde venho? Pra onde vou?
De repente sou eu que toco no assunto. Digo que nunca me casei. Porque não quis. Porque não tive maturidade pra isso. Sempre fui assim, meio menina mesmo.
E aí o cara falou. Disse que tem uma filha. Ufa! Que peso ele tirou das costas... risos... Mas no caso dele, pensa bem, ele foi pai aos 16 anos... O que é isso, meu Deus? Deveria ser proibido...
Mas era necessário falar. E agora que o pior passou, tá tudo bem...
Ele ainda acredita no amor. Eu ainda acredito no amor. Gente, até a Diablo Cody acredita no amor romântico...
E agora tô muito cansada pra continuar.
Só uma última coisa: é bom ser a referência pra quem termina um relacionamento. Também gosto de ser quem preenche lacunas. Meu amigo se separou e conta comigo. Me sinto útil assim, pra dizer o mínimo...
Agora, chega...
Minha casa já voltou ao normal - nem parece que nós quatro estávamos aqui.
Somos nós, os quatro, que estamos no mesmo barco.
Trabalhamos juntos e encaramos a arena lotada e os leões famintos, gigantes, surgindo dos calabouços subterrâneos, das grades de ferro maciço que se abrem de repente. Matamos pelo menos um deles por dia.
Mas a gente não se rende...
Somos tão diferentes. Mas tão iguais. Ele é gay. Ela também. Ela não é. Já se casou, já se separou, já teve uma filha. E eu, bem, eu... Não sou e nem fiz nada disso...
Juntos, sofremos e temos momentos de puro êxtase. A gente bebe, a gente fala, a gente vomita, a gente ri, a gente se diverte.
Preciso falar das emoções que cabem em 24 horas.
O quinto elemento não compareceu. Mas esse quinto elemento é tão variável que não faz tanta falta assim. Não por nada, mas talvez pela não assiduidade. Talvez pela diferença. Ela é frágil. Nós, não. O quinto elemento da vez chorou hoje.
Foi por pouco, não perdi a paciência, mas fui legal... Os outros me fizeram legal. E ela gosta de mim desde o primeiro minuto. Engraçado isso.
Tem um cara da engenharia que é assim também. Ele me acompanha na hora do Radar. Eu nunca pedi, mas ele tá sempre ali. E, de certa forma, ele me dá segurança. Ele disse que quem manda ali sou eu. Eu respondi que não tenho dúvida disso. E não tenho mesmo. Mas todo dia encarar isso enche o saco!
Ando numa fase em que sou capaz de fazer qualquer coisa, de ser qualquer tipo de pessoa. Menos a radical demais. Poderia me drogar, poderia dar uma pirada. Mas apenas estou bebendo um pouco mais e estou fumando (mesmo odiando cigarro!). Aquele tipo de cigarro que cai perfeitamente com o goró. Aquele pito que tem tudo a ver com a solidão.
Sofrer é um ato solitário. Nascer é um ato solitário. Morrer é um ato solitário. Viver é um ato solitário. Amar é um ato absolutamente solitário. Mas hoje sou capaz de amar uma formiga. Um fraco. Um bêbado. Eu mesma.
Quando fui buscar a minha bolsa tinha um bilhetinho "Love you". Eu sei quem escreveu. Conheço meu gado. Conheço a sua letra. E também te amo. Do meu jeito, do nosso jeito, do jeito possível.
Esses gestos, os sentimentos é que permeiam essa nossa humanidade.
Mas como se não bastasse tanto, hoje senti cansaço, pedi trégua, torci por dia um tranquilo. Foi tudo o que não tive. Já senti raiva, já me estressei, já me desesperei. Às vezes me pergunto porque enfrentamos isso todos os dias -- se por vaidade ou apenas porque damos conta. Mas será que temos alguma satisfação depois?
E eis que isso tudo não é tudo.
Ele me manda um e-mail. Eu, meio bêbada ainda leio e entendo o que eu já sabia. Há diversas formas de se reagir a uma notícia. Desta vez, escolhi a melhor delas. Não foi a primeira vez, mas foi a menos provável. Mas o bom da vida é que a gente aprende.
É claro que eu acho que ele pode sumir de novo. Mas, por enquanto, é dele o meu coração. E se é assim, assim será.
Enquanto isso, conheço homens bons. Falo de mim, do meu próprio umbigo, da minha barriga quase perfeita para uma sedentária de 35 anos. O que eu faço? Onde moro? Quem sou? De onde venho? Pra onde vou?
De repente sou eu que toco no assunto. Digo que nunca me casei. Porque não quis. Porque não tive maturidade pra isso. Sempre fui assim, meio menina mesmo.
E aí o cara falou. Disse que tem uma filha. Ufa! Que peso ele tirou das costas... risos... Mas no caso dele, pensa bem, ele foi pai aos 16 anos... O que é isso, meu Deus? Deveria ser proibido...
Mas era necessário falar. E agora que o pior passou, tá tudo bem...
Ele ainda acredita no amor. Eu ainda acredito no amor. Gente, até a Diablo Cody acredita no amor romântico...
E agora tô muito cansada pra continuar.
Só uma última coisa: é bom ser a referência pra quem termina um relacionamento. Também gosto de ser quem preenche lacunas. Meu amigo se separou e conta comigo. Me sinto útil assim, pra dizer o mínimo...
Agora, chega...
domingo, 2 de março de 2008
Espera
Março começou e promete ser melhor que fevereiro.
Meu fevereiro foi ruim, teve gosto amargo. Mas passou, tá passando.
Li no horóscopo que foi por conta dos eclipses (dois lunares e um solar ou o contrário...). Diz que o efeito é bom, mas aparentemente é ruim, na hora que acontece. Só vem o entendimento de que é bom 1 mês depois. Tô esperando pra saber...
Pelo menos já tem mais sol brilhando no céu. E tem uma máquina nova, lindona, esperando pra me levar onde eu bem entender... Tinha esquecido de como é bom ter um carro...
Hoje vi Juno.
E foi emocionante, importante até.
Como sempre, um bebê concebido sem querer... Mas depois, como é bom querer!!! E sempre tem alguém que vai querer. Onde a história vai ter um encaixe perfeito.
E sempre tem alguém capaz de te amar do jeito que você é. Tô esperando pra saber...
P.S. Tô com uma música na cabeça...
"Eu preciso de alguém,
Sem o qual eu passe mal,
Sem o qual eu não seja ninguém
Eu preciso de alguém..."
Essa música deveria se chamar Março e não Maio...
Meu fevereiro foi ruim, teve gosto amargo. Mas passou, tá passando.
Li no horóscopo que foi por conta dos eclipses (dois lunares e um solar ou o contrário...). Diz que o efeito é bom, mas aparentemente é ruim, na hora que acontece. Só vem o entendimento de que é bom 1 mês depois. Tô esperando pra saber...
Pelo menos já tem mais sol brilhando no céu. E tem uma máquina nova, lindona, esperando pra me levar onde eu bem entender... Tinha esquecido de como é bom ter um carro...
Hoje vi Juno.
E foi emocionante, importante até.
Como sempre, um bebê concebido sem querer... Mas depois, como é bom querer!!! E sempre tem alguém que vai querer. Onde a história vai ter um encaixe perfeito.
E sempre tem alguém capaz de te amar do jeito que você é. Tô esperando pra saber...
P.S. Tô com uma música na cabeça...
"Eu preciso de alguém,
Sem o qual eu passe mal,
Sem o qual eu não seja ninguém
Eu preciso de alguém..."
Essa música deveria se chamar Março e não Maio...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
A gravidez da Vida
"Bendito seja Aquele em Cujas mãos está o reino e Que tem poder sobre tudo, Que criou a vida e a morte, para testar-vos e saber quem de vós age melhor."
"Vou ser mãe", pensou ela.
(...)
"... e pediu a Deus que não deixasse toda essa felicidade lhe escapar."
A estiagem passou. Chove de novo dentro de mim. Foram dois dias de temporal. Hoje, só chuva de verão.
Nova vida acontece na vida de quem eu gosto. E acontece, sem querer na minha também, mexendo, remexendo, revirando o meu ser por completo.
É um filho que eu não gerei, mas que poderia ser meu. Talvez seja meu. Mas de verdade, não é.
É o filho desse plebeu de pensamentos nobres, desse don juan barato e sem escrúpulos, desse ser humano bonito por dentro e por fora.
Como bom aquariano com ascendente em Gêmeos, ele é tudo isso ao mesmo tempo agora e ao mesmo tempo não é nada disso.
A gente tinha uma relação sem palavras, de casualidade.
Um dia, não quis ter um filho com ele. E um dia, olhei pra ele e não quis mais ele. Isso foi no ano passado.
Aí vieram as férias, uns lugares do mundo muito legais e bacanas, veio a solidão boa, produtiva e vieram os pensamentos bons em relação a ele...
Por que não? É ele que sempre estende os braços quando me vê, que sempre larga tudo pra estar comigo. Por que não?
Voltei decidida a me declarar. Mas aí ele não estava mais ali, à disposição. Chegou a me estender os braços. Mas voava ao mesmo tempo pra longe de mim. Não precisou de palavras pra eu entender.
Começava aí a ironia da vida? Ou teria começado bem antes?
Foi quando veio a notícia da gravidez. Não a minha. A dela. E a dele.
O mais engraçado é que ela veio no momento em que eu, pela primeira vez, desejava a minha própria gravidez. E desejava que fosse com ele. Ou pelo menos desejava que fosse ele o cara.
O mais engraçado é que há muito tempo comecei uma coleção de bonecas grávidas. Tenho fascinação por elas. São todas mulheres pobres, do sertão, de vida árida, de pele ressecada, de beleza na feiúra... Sempre me perguntei porque comecei essa coleção...
E desde que passei dos 30 venho me perguntando se um dia vou poder ter um filho, gerar um filho. O doutor me respondeu que só tentando pra ver. Acontece que nunca tentei. Então não sei... Essa pode ser mais uma ironia da vida, quem sabe?
Não sou do tipo encanada, filho a qualquer preço, disco arranhado, idéiafix. Não é isso...
Mas sou do tipo que não sabe como agir diante de uma vida que nasce sem querer (querendo)... Mas acho que eu vou saber, se o meu estômago deixar...
Eu já entendi, por exemplo, o pânico do Pai quando vê aquele bebê que ele NÃO gerou por 9 meses. Ele me disse: "Aquele serzinho frágil, pequenininho... Como é que vai, ser?"
É uma nova vida. Em todos os sentidos. Agora, não tem mais como dar stop ou rewind. Agora é play e forward.
=========================
Agora também componho música:
SEM NOÇÃO
VOCÊ ME PEDIU UMA CANÇÃO
EU ME ESFORÇO SEM QUERER
MAS NÃO VEM NEM UM REFRÃO
QUE ME FAÇA AMANHECER
ACORDADA SEM SABER
O QUE É QUE EU VOU QUERER
É QUE SOU ASSIM COMPLICADA
MEIO SEM NOÇÃO
COMO VOU ABRIR OS OLHOS
SE MAIS EU OU MAIS VOCÊ
EU NEM ACREDITO EM AMOR
MUITO MENOS EM PAIXÃO
MAS COMO É QUE PODE SER
TE QUERER E NÃO QUERER
É DIFÍCIL NÃO SABER
NEM DIZER O QUE VAI SER
NÃO SOFRER SE NÃO DER CERTO
NÃO DESEJAR O SUCESSO
UMA RELAÇÃO ASSIM DA GENTE
SÓ PODE SER DIFERENTE
EU TE AMO SEM QUERER
SEM SABER
QUERIA TANTO SER MAIS INCONSEQÜENTE
É QUE SOU ASSIM COMPLICADA
MEIO SEM NOÇÃO
COMO VOU ABRIR OS OLHOS
SE MAIS EU OU MAIS VOCÊ
PRECISO TANTO ENTENDER
RASCUNHAR A CONCLUSÃO
NEM QUE SEJA PRA DEPOIS
APAGAR A CONFUSÃO
PORQUE DEPOIS DO ALVORECER
EU VOU DORMIR
E VOCÊ ACORDAR
E NÓS VAMOS PERCEBER
QUE É PRECISO ADAPTAR
A MINHA VIDA E A SUA
O MEU QUERER E O SEU
O MEU PLANETA E A SUA LUA
A MINHA ÚNICA CANÇÃO
E O SEU CADERNO DE INTUIÇÃO...
É QUE SOU ASSIM COMPLICADA
MEIO SEM NOÇÃO
COMO VOU ABRIR OS OLHOS
SE MAIS EU OU MAIS VOCÊ
"Vou ser mãe", pensou ela.
(...)
"... e pediu a Deus que não deixasse toda essa felicidade lhe escapar."
A estiagem passou. Chove de novo dentro de mim. Foram dois dias de temporal. Hoje, só chuva de verão.
Nova vida acontece na vida de quem eu gosto. E acontece, sem querer na minha também, mexendo, remexendo, revirando o meu ser por completo.
É um filho que eu não gerei, mas que poderia ser meu. Talvez seja meu. Mas de verdade, não é.
É o filho desse plebeu de pensamentos nobres, desse don juan barato e sem escrúpulos, desse ser humano bonito por dentro e por fora.
Como bom aquariano com ascendente em Gêmeos, ele é tudo isso ao mesmo tempo agora e ao mesmo tempo não é nada disso.
A gente tinha uma relação sem palavras, de casualidade.
Um dia, não quis ter um filho com ele. E um dia, olhei pra ele e não quis mais ele. Isso foi no ano passado.
Aí vieram as férias, uns lugares do mundo muito legais e bacanas, veio a solidão boa, produtiva e vieram os pensamentos bons em relação a ele...
Por que não? É ele que sempre estende os braços quando me vê, que sempre larga tudo pra estar comigo. Por que não?
Voltei decidida a me declarar. Mas aí ele não estava mais ali, à disposição. Chegou a me estender os braços. Mas voava ao mesmo tempo pra longe de mim. Não precisou de palavras pra eu entender.
Começava aí a ironia da vida? Ou teria começado bem antes?
Foi quando veio a notícia da gravidez. Não a minha. A dela. E a dele.
O mais engraçado é que ela veio no momento em que eu, pela primeira vez, desejava a minha própria gravidez. E desejava que fosse com ele. Ou pelo menos desejava que fosse ele o cara.
O mais engraçado é que há muito tempo comecei uma coleção de bonecas grávidas. Tenho fascinação por elas. São todas mulheres pobres, do sertão, de vida árida, de pele ressecada, de beleza na feiúra... Sempre me perguntei porque comecei essa coleção...
E desde que passei dos 30 venho me perguntando se um dia vou poder ter um filho, gerar um filho. O doutor me respondeu que só tentando pra ver. Acontece que nunca tentei. Então não sei... Essa pode ser mais uma ironia da vida, quem sabe?
Não sou do tipo encanada, filho a qualquer preço, disco arranhado, idéiafix. Não é isso...
Mas sou do tipo que não sabe como agir diante de uma vida que nasce sem querer (querendo)... Mas acho que eu vou saber, se o meu estômago deixar...
Eu já entendi, por exemplo, o pânico do Pai quando vê aquele bebê que ele NÃO gerou por 9 meses. Ele me disse: "Aquele serzinho frágil, pequenininho... Como é que vai, ser?"
É uma nova vida. Em todos os sentidos. Agora, não tem mais como dar stop ou rewind. Agora é play e forward.
=========================
Agora também componho música:
SEM NOÇÃO
VOCÊ ME PEDIU UMA CANÇÃO
EU ME ESFORÇO SEM QUERER
MAS NÃO VEM NEM UM REFRÃO
QUE ME FAÇA AMANHECER
ACORDADA SEM SABER
O QUE É QUE EU VOU QUERER
É QUE SOU ASSIM COMPLICADA
MEIO SEM NOÇÃO
COMO VOU ABRIR OS OLHOS
SE MAIS EU OU MAIS VOCÊ
EU NEM ACREDITO EM AMOR
MUITO MENOS EM PAIXÃO
MAS COMO É QUE PODE SER
TE QUERER E NÃO QUERER
É DIFÍCIL NÃO SABER
NEM DIZER O QUE VAI SER
NÃO SOFRER SE NÃO DER CERTO
NÃO DESEJAR O SUCESSO
UMA RELAÇÃO ASSIM DA GENTE
SÓ PODE SER DIFERENTE
EU TE AMO SEM QUERER
SEM SABER
QUERIA TANTO SER MAIS INCONSEQÜENTE
É QUE SOU ASSIM COMPLICADA
MEIO SEM NOÇÃO
COMO VOU ABRIR OS OLHOS
SE MAIS EU OU MAIS VOCÊ
PRECISO TANTO ENTENDER
RASCUNHAR A CONCLUSÃO
NEM QUE SEJA PRA DEPOIS
APAGAR A CONFUSÃO
PORQUE DEPOIS DO ALVORECER
EU VOU DORMIR
E VOCÊ ACORDAR
E NÓS VAMOS PERCEBER
QUE É PRECISO ADAPTAR
A MINHA VIDA E A SUA
O MEU QUERER E O SEU
O MEU PLANETA E A SUA LUA
A MINHA ÚNICA CANÇÃO
E O SEU CADERNO DE INTUIÇÃO...
É QUE SOU ASSIM COMPLICADA
MEIO SEM NOÇÃO
COMO VOU ABRIR OS OLHOS
SE MAIS EU OU MAIS VOCÊ
Assinar:
Comentários (Atom)