quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Dança de Salão

Hoje estou cansada.

Ontem, estava triste.

Mas quem "dança" seus males espanta. Fui dançar, era a minha segunda aula de dança de salão. Fui como se estivesse remando contra a maré. A mente comandava o corpo para um boicote. E se não fosse tão legal assim quanto foi da primeira vez? E se dançar não me tirasse os pensamentos entristecidos da cabeça? E como será vencer outra vez a timidez, a falta de ritmo e a troca constante de parceiros?

Foi só chegar e começar. Simples assim.

Meu primeiro parceiro da noite era um senhor mais baixo do que eu, mais magro, de cabelos pintados, muito arrumadinho. Dançamos forró. Aliás, ele me conduziu e eu acompanhei... Gente, isso mesmo, eu agora posso dançar forró!!!

Digo posso porque tudo depende deles. Sim, finalmente encontrei algo na vida que depende dos homens. Isso é uma descoberta e é uma maravilha.

Meu terceiro parceiro era um gordinho inseguro. Acabei não dançando tão bem. Entendem?

É mágico e recomendo a todos os homens aulas de dança de salão. É lá que eles tomam conta do pedaço, mandam, te empurram, te giram, comandam! Um alento para a masculinidade deles e para a nossa femilidade... Ótimo remédio para a auto-estima de ambos!

Me curvei às vontades deles, com prazer...

Cada um impunha um ritmo. Às vezes estávamos mais próximos, outras vezes mais distantes. Mas só porque eles queriam...

Foi lá, numa sala espelhada dentro de um shopping que vi, pela primeira vez, definidos os papéis de um homem e de uma mulher.

E como mulher, percebi que não estou preparada para esse mundo onde a cortesia é necessária. Quando vejo, me pego me entregando aos braços alheios sem ao menos perguntar o nome do sujeito, sem ao menos dizer boa noite. E ao final de cada dança, esqueço de dizer obrigada.

Não é uma questão de falta de educação.

É apenas falta de costume. Não estou acostumada à cortesia masculina. E muito menos à feminina para com eles... Choque geracional total? Será?

Bem, o fato é que agora eu quero dançar...

Obrigado aos meus parceiros anônimos, que aceitam me ensinar os passos que me deixam leve, bonita e feliz sem se importarem com o que eu faço, ou o que sou...

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