Eu não sabia disso, mas ressaca acontece rapidinho. Antes, demorava mais pra eu sentir dor de cabeça. Agora, é imediato!
Às vezes, tô com o copo na mão e penso: "É melhor eu parar por aqui..." Não sei se meu fígado é que me avisa ou os meus amigos do plano espiritual, que não querem me ver trabalhando em chamas por dentro, com vontade de sumir da TV...
Essa é a primeira vez que fico em casa sozinha sem um pensamento urgente ou uma atividade pendente em semanas. Abri o computador só por abrir. Pra fazer hora até que o sono venha...
Mas até isso é uma questão de hábito. Não tô mais acostumada a ficar em casa sozinha, com a mente vazia. Desde o meio de novembro, duas coisas andavam me ocupando: o trabalho e um homem.
E, pasmem, eu andava feliz com os dois!
Ainda ando cantarolando, celebrando o que colhi no trabalho.
Mas estou perdida em relação a ele. Escrevo pra ver se num insight descubro o que fazer...
Gostei dele. Coisa rara de acontecer.
Fui me abrindo, me abrindo, acho eu como nunca tinha feito. Doce, cordata, feliz... Mas em pouco tempo, descobri que o cara quer conflito. Não quer alguém fácil pra ele e pra si mesmo!
E o pior é que eu entendo! Quantas vezes já escrevi que gente feliz é chata? Que quem não tem conflitos não é interessante?
É, mas até nisso eu mudei.
Amigos, me desculpem, mas eu me cansei dos conflitos. Me cansei dos loucos, me cansei de fazer platéia pro egos inflamados. Até um retirante nordestino tem ego trip! Me dá um tempo, né?
Quem souber de alguém normal, pode me apresentar! Porque eu, aderi ao CANSEI!!!!
domingo, 16 de dezembro de 2007
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Passagem
O mundo andava girando em volta do meu umbigo.
Embriagada de felicidade e agradecimento, me permiti esquecer o sofrimento.
Egoísta, fingi que não via que gente que eu amo estava penando!...
Ontem, vi minha estrela brilhar e, no fim do dia, um homem bom me abrigou em seus braços...
Confiante, abri meus olhos, vesti uma roupa sóbria e fui trabalhar. As poucas horas de sono nem contavam...
Mas o encontro com as vicissitudes da vida veio rápido.
Meu tio querido nos deixou.
Sem querer sair do meu estado de graça, não entendi.
Continuei a trabalhar, terminei de trabalhar, coloquei uma muda de roupa na sacola, peguei meu avião... Nenhuma lágrima. Nenhum sinal de que alguém que eu amo acabara de partir...
Trânsito, chuva e cheguei onde eu desconhecia.
No estacionamento, a verdade começou a crescer.
A realidade me deu um tapa na cara. Tinha uma placa. Uma placa com o nome dele.
Meu Deus!!!
Esse dia temido chegou... Vi o nome do meu tio querido estampado no mural dos mortos.
Deixei de levitar.
E o luto tomou conta de mim.
Um banho quente pra tirar o ranço. Nem assim, dá.
A proximidade com a morte marca. Detona.
Nem 15 dias sem folga, sob pressão e ansiedade são capazes de me esgotar assim...
É a força da passagem do mundo material para o espiritual.
Eu ainda fiquei por aqui...
E fiquei sem um pedaço de mim, da minha história, que insisto em escrever...
Por enquanto, vou ficar quieta. Estou triste sem você neste mundo, Tio Catide!
Mas vá em paz. Te amo!
Embriagada de felicidade e agradecimento, me permiti esquecer o sofrimento.
Egoísta, fingi que não via que gente que eu amo estava penando!...
Ontem, vi minha estrela brilhar e, no fim do dia, um homem bom me abrigou em seus braços...
Confiante, abri meus olhos, vesti uma roupa sóbria e fui trabalhar. As poucas horas de sono nem contavam...
Mas o encontro com as vicissitudes da vida veio rápido.
Meu tio querido nos deixou.
Sem querer sair do meu estado de graça, não entendi.
Continuei a trabalhar, terminei de trabalhar, coloquei uma muda de roupa na sacola, peguei meu avião... Nenhuma lágrima. Nenhum sinal de que alguém que eu amo acabara de partir...
Trânsito, chuva e cheguei onde eu desconhecia.
No estacionamento, a verdade começou a crescer.
A realidade me deu um tapa na cara. Tinha uma placa. Uma placa com o nome dele.
Meu Deus!!!
Esse dia temido chegou... Vi o nome do meu tio querido estampado no mural dos mortos.
Deixei de levitar.
E o luto tomou conta de mim.
Um banho quente pra tirar o ranço. Nem assim, dá.
A proximidade com a morte marca. Detona.
Nem 15 dias sem folga, sob pressão e ansiedade são capazes de me esgotar assim...
É a força da passagem do mundo material para o espiritual.
Eu ainda fiquei por aqui...
E fiquei sem um pedaço de mim, da minha história, que insisto em escrever...
Por enquanto, vou ficar quieta. Estou triste sem você neste mundo, Tio Catide!
Mas vá em paz. Te amo!
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