Está quente em São Paulo. Árida, a cidade.
Estou alegre, tem muita gente em volta. Tem comida boa, cervejinha e barulho. Mas já quero ir embora. Voltar pra casa, ficar quieta, comigo mesma.
Estou zen.
Acho que nunca disse isso de mim mesma. Cristiana e zen são termos que não combinam.
É claro que há momentos em que perco a serenidade, a tranqüilidade. Mas essa paz de espírito não demora pra voltar. Ainda bem.
Estava cansada de me sentir pra baixo.
Não sei até quando a onda boa vai durar... Fico achando que o trânsito pode me tirar desse estado de prazer com a vida. Mas o importante é não se estressar tentando não se estressar!
Meus pensamentos voam de volta pra ele que um dia me beijou e eu me deixei beijar... Mas, então, eu estava sem muita convicção.
Hoje, quem beija sou eu. Ele retribui, mas sem o mesmo afã. Enfim, ele não aprendeu a falar português direito, mas acabou aprendendo alguma coisa da vida.
E eu também.
Naquela época, eu não vi direito que ele era bom pra mim. Eu não senti direito que podia gostar dele também. Estava muito ocupada em sofrer a minha dor.
((Se o luto passou, ainda não sei. Ainda não me coloquei à prova. Ou o acaso ainda não nos colocou frente a frente de novo... Ainda sinto medo.))
A gente se beija, transa e depois eu vou embora. Tem sido assim há dois anos. Nunca achei que eu pudesse ter uma relação puramente física. Mas mesmo assim mantive essa situação dizendo pra mim mesma que ele era apenas aquele com quem eu me deixava beijar...
Ledo engano. Nunca tive uma relação puramente física. Só agora eu vejo. Se sempre tive vontade de transar com ele, então é porque sinto alguma coisa por ele... E sinto que a gente se entende. Falamos sobre as mesmas coisas. A diferença é que ele vê o mundo colorido. Enquanto eu reclamo do mundo colorido, mesmo não gostando do cinza.
Sou complicada assim mesmo.
Toda vez que me vê, ele diz que me adora. E diz que quer fazer um filho comigo.
Agora também sinto vontade de ter um filho. De ter um filho com ele. Mas não tenho coragem.
E talvez a minha chance com ele, sempre tão disponível pra mim, tenha passado.
Ele está mais distante, está mais voltado pra si mesmo. Está menos empolgado, barbado e mais bonito.
E eu teria que tentar reconquistá-lo...
Ah! Mas aí, eis que me deparo comigo mesma, sem ter certeza de nada. Nunca tenho certeza. Achava que um dia a certeza viria. Não vem.
Agora o ciúme, que aliás, sempre tive dele também, me rói a alma. Onde foram parar a 5 camisinhas do pacote?
Odeio namorar cara bonito!!!!
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