Há pessoas que nunca ficaram sozinhas. Sabe aqueles casos em que se encontra a cara-metade (vamos chamar assim só pra facilitar?) logo na juventude? E aí você ainda nem teve tempo de achar que esteve sozinho, de sentir solidão?
Há casos extremos, de gente que encontrou o companheiro (a) ainda na adolescência.
E aí essas pessoas, que nunca se sentiram ou ficaram sós, se mudam da casa dos pais para uma casa com outra pessoa. Ou seja, não tem mesmo jeito delas ficarem sozinhas.
Aí os anos se passam e essas pessoas que nunca ficaram sós se aventuram a dar conselhos pr´aquelas pessoas que, como eu, ficaram e estão sós há muito tempo. E elas acham que entendem essa coisa de viver só.
Na verdade, viver sozinho aos 30 e poucos ou aos 30 e tantos anos é quase a mesma coisa do que viver junto aos 30 e poucos ou aos 30 e tantos anos.
Com o passar do tempo, a gente se relaciona com cada vez menos gente. Ficamos mais seletivos, escolhemos melhor os amigos e os programas.
As pessoas que sempre tiveram alguém geralmente se relacionam com os seus familiares e 1 ou 2 casais de amigos e só.
As que ficam sozinhas se relacionam com 3 ou 4 amigas (os) e a família de origem. E só.
A diferença básica é que estando só, você dorme sozinho, toma café da manhã sozinho, almoça sozinho, assiste à novela sozinho. Ah, e se estiver numa fase meio reclusa como a minha, você simplesmente não faz sexo!!!
E essas ocasiões fazem toda a diferença.
Eu queria saber como é acordar todo dia ao lado de uma pessoa só. Queria saber se eu seria capaz de viver com ela todo dia.
Quando estava apaixonada, eu queria muito isso.
Mas tomar uma decisão como essa, no meu caso, depende de gostar, de amar. E aí é que a coisa pega.
Ando convivendo muito com um ex-namorado de uns 5 anos atrás. Adoro a companhia dele, mas só. Ontem ele me disse que me amou. Num tom assim de quem ainda ama. Complicado isso. Porque eu nunca o amei. E sei que isso não vai mudar. É uma pena porque assistir à novela com ele foi muito bom!
Será que é isso que importa?
E o amor?
Where´s the love? The love, the love, the love...
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