quarta-feira, 23 de maio de 2007

Bolo

Hoje de manhã, no café, pra variar, pedi um bolo de fubá...
Não sou muito fã de bolos, mas esse estava especial -- com côco, mas só de leve que é pro côco não ganhar todo o sabor...

Pois bem, naquele momento em que eu queria apenas me esquentar, me alimentar e variar o café da manhã (fora o kit 2!!!!), mal sabia que eu terminaria o dia levando um bolo. Outro.

Não posso reclamar, esse tampouco teve gosto ruim.

Houve um bolo que levei uma vez que deixou marcas... Nunca mais o cara teve o prazer de ter comigo. Não sou do tipo vingativa, mas não sou boba.

Não é comum eu levar um bolo. Geralmente são mais eles que querem me encontrar do que eu. E nem sei se posso chamar o desta noite de bolo...

Sem querer, naqueles dias em que mais estou vulnerável, sonada, cansada, mal humorada -- e hoje foi um desses dias -- vou sendo testada. E, idiota, vou abrindo brechas, deixando que entrem devagarinho de novo...

E eles vêm pé antepé.

Mas o que eu queria mesmo era um pé na porta, era um chegar sem avisar, era um beijo arrebatador, cheio de saudade, era um fazer amor, paixão, tesão. Pra não poder e não conseguir pensar em nada. Pra não planejar. Mas pra sobretudo não sentir medo por ter aberto essa porta de novo...

Tô partida ao meio...

Tive alguns poucos momentos de doçura durante o dia. Mas com ele, é demais! Como eu posso, depois de tudo? Como posso dizer me derretendo toda "Não queria falar sobre isso hoje... Vamos falar sobre o tempo? Como tá friiiiiooooo!!!"

A manicure e a cabeleireira eram testemunhas, ficaram chocadas. E eu nem mesmo enrubesci...

Pro amor não tem essa de ter vergonha na cara, né?

Eu queria ouvir dele "Eu te amo" e queria retribuir "Eu também te amo". Mas tá bom. É bom quando ele me chama de baby e fala "Eu sei", quando tô falando de mim. É bom um homem que te conheça. Ele já me conhece, ele já sabe.

Eu tenho saudades disso. Talvez por isso tenho tanta dificuldade em começar com um alguém novo, alguém que não saiba. Porque quero estar logo nesse nível de intimidade do saber um do outro. Aí acabo voltando pr´aquele que eu já conheço, aquele que já sei... Aquele que me dá o céu e o inferno.

Eu não quero mais o inferno.

Mas ainda não deixei de querê-lo.

Vivo sem ele muito bem. E quando acho que já não sinto a sua falta, ele põe um pezinho na porta que eu, sem perceber, deixei entreaberta.

Hoje, ele não entrou.

Tomara que da próxima vez eu não tenha deixado a porta entreaberta. Tomara que eu saiba então o que é melhor pra mim.

Amar e ser amada, mas não ter paz? Ou seguir no meu caminho numa solidão que não pesa, mas que me impede de dormir?...

Mas tudo bem, estou feliz. Ainda amo. Ainda sou amada.

Um comentário:

maureliomello disse...

Espetáculo de blog heim?
A-D-O-R-E-I!
Vou acrescentar aos meus favorites.
beijo,
Marco.