sábado, 28 de abril de 2007

Johnny Cash & June Carter

Hoje assisti ao filme Johnny & June pela segunda vez.

Da primeira, saí do cinema aos prantos, com um aperto no coração. Abracei meu namorado no caminho pro estacionamento do shopping. Foi um abraço apertado, doído... Chorava copiosamente.

Estranho porque a história, apesar de tudo, tem um final feliz. Eles ficam juntos, mas tão juntos que um só durou 4 meses a mais do que o outro neste mundo.

O mesmo sentimento ficou depois que vi o filme Ray, que conta a vida de Ray Charles. Também teve final feliz, mas fiquei com um amargo na boca.

Mas Johnny & June mexeu mais ainda comigo porque, na ocasião, o que eu senti é que o nosso amor, meu e do meu namorado, não era forte o suficiente pra ficarmos juntos, pra superarmos a vicissitudes da vida juntos, pra nos mantermos juntos... Nós não seríamos capazes de passar por aquilo tudo juntos. Vencer a sociedade da época, vencer as drogas, vencer os desencontros.

Hoje, um ano depois que terminamos, meu pranto tinha razão de ser. Não estamos mais juntos. Resistimos muito pouco um com o outro. E ao assistir de novo, por acaso, na TV a cabo, Johnny & June, tive a certeza de que meu sentimento não estava enganado. Ele veio de novo, mas com muito menos força, menos intensidade.

Ainda procuro alguém que possa suportar a vida junto comigo e eu com ele.

Mas ando tão sem esperança...

Queria estar mais otimista -- comer um sanduíche com alho frito no sábado à noite, antes da balada. Porque, afinal, quem me garante que da mesa da lanchonete eu não encontre filas pela frente e vá direto pra casa escovar os dentes?

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